segunda-feira, 1 de abril de 2019

POR QUE AINDA NÃO FIZEMOS CONTATO COM ALIENÍGENAS?

A pergunta “será que estamos sozinhos no universo?” faz parte da cultura humana há muito tempo, e a resposta é provavelmente não. Para alguns cientistas, essa não é nem sequer a questão: a pergunta que devemos fazer seria “por que ainda não fizemos contato com civilizações alienígenas?”. Afinal, a ciência já descobriu mais de 4 mil exoplanetas confirmados somente na Via Láctea – os astrônomos esperam que haja mais de 50 bilhões de exoplanetas no resto do universo. Alguns destes astrônomos, astrofísicos, biólogos, sociólogos, psicólogos e historiadores que defendem que a questão não é se os extraterrestres existem, mas por que ainda não fizemos contato com eles, se reuniram em Paris nesta semana para debater algumas hipóteses, e algumas delas são bem interessantes. “A cada dois anos, o METI Internacional (METI é uma sigla em inglês que significa mensagens de inteligência extraterrestre) organiza um workshop de um dia em Paris como parte de uma série de workshops intitulada ‘O que é a vida? Uma perspectiva extraterrestre’. Esse enigma do porquê de não termos detectado vida extraterrestre tem sido discutido com frequência, mas no foco único deste workshop, muitas das palestras trataram de uma explicação controversa sugerida pela primeira vez na década de 1970 chamada ‘hipótese do zoológico’”, explica Florence Raulin Cerceau, co-presidente do workshop e membro do Conselho de Diretores do METI, em entrevista ao portal da revista Forbes. É isso mesmo. Há uma hipótese que afirma que podemos estar em uma espécie de “zoológico espacial”. A base da ideia é que há civilizações alienígenas lá fora que sabem tudo sobre nós, mas intencionalmente se escondem de nós (qualquer coincidência com a música Spaceman, de David Bowie, talvez não seja mera coincidência). Isso explicaria o “Grande Silêncio”, termo usado por Enrico Fermi para definir a falta de comunicação com civilizações extraterrestres inteligentes. “Talvez os extraterrestres estejam observando os humanos na Terra, assim como observamos os animais em um zoológico”, explica Douglas Vakoch, presidente do METI. “Como podemos fazer com que os funcionários do zoológico galáctico se revelem?” Em uma oficina, Vakoch propôs que os humanos deveriam ser mais ativos na busca por inteligência extraterrestre. “Se fossemos a um zoológico e de repente uma zebra se voltasse para nós, nos olhasse nos olhos e começasse a fazer uma série de números primos com seus cascos, isso estabeleceria uma relação radicalmente diferente entre nós e a zebra, e nós nos sentiríamos compelidos a responder. Podemos fazer o mesmo com extraterrestres, transmitindo sinais de rádio poderosos, intencionais e ricos em informações para estrelas próximas”, compara. Leia mais em https://hypescience.com/teoria-do-zoologico-intergalactico-pode-explicar-silencio-de-civilizacoes-alienigenas/

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

HISTÓRIA DO UNIVERSO

Você provavelmente conhece a teoria do Big Bang, o magnífico e explosivo nascimento do nosso universo. Mas o que aconteceu logo a seguir? Cerca de 100 milhões de anos de escuridão. Quando as primeiras estrelas se iluminaram, elas eram maiores e mais brilhantes do que as que se seguiram. Sua luz ultravioleta era tão intensa que transformava os átomos ao redor em íons. “De onde vieram essas estrelas? E como elas se tornaram as galáxias – o universo repleto de radiação e plasma – que vemos hoje? Essas são as nossas questões”, explicou o professor Michael Norman, diretor do San Diego Supercomputer Center e principal autor de um artigo publicado na revista científica Frontiers in Astronomy and Space Sciences. O chamado “Amanhecer Cósmico” – que vai do surgimento da primeira estrela até a conclusão dessa “reionização cósmica” – durou cerca de um bilhão de anos. Pesquisadores como o professor Norman trabalham com equações matemáticas e simulações do universo para tentar compreender melhor este período. Os cientistas primeiro criaram um código que lhes permitiu modelar as primeiras estrelas do universo. Essas equações descrevem o movimento e as reações químicas dentro das nuvens de gás em um universo antes da luz, e a imensa força gravitacional de uma massa muito maior, mas invisível – a misteriosa matéria escura. “Essas nuvens de hidrogênio puro e hélio desmoronaram sob a gravidade para incendiar estrelas únicas e massivas – centenas de vezes mais pesadas que nosso sol”, esclarece Norman. Os primeiros elementos pesados se formaram nos núcleos de alta pressão das primeiras estrelas: apenas um pouquinho de lítio e berílio. Com a morte de tais estrelas gigantes de vida curta, que entraram em colapso e explodiram em supernovas deslumbrantes, metais pesados como ferro foram finalmente criados em abundância e espalhados pelo espaço. Fonte: hypescience.com 22/10/2018.

domingo, 13 de novembro de 2016

A SUPERLUA DE NOVEMBRO

Nesta segunda (14), será possível observar a maior Superlua em quase 70 anos. Para nós que moramos no litoral nordestino, a Lua surgirá no horizonte leste por volta das 17:47h. Neste dia, a Lua se encontrará a 48,2 mil quilômetros mais próxima da Terra do que quando esteve recentemente no seu apogeu - que é o ponto mais distante da órbita. O satélite não chegava tão perto assim desde 1948 e não voltará a fazê-lo até 2034. Com exceção do eclipse da Superlua de 2015, não houve nem haverá por muito tempo uma Lua Cheia tão especial, mesmo que curiosamente tenhamos tido três Superluas consecutivas em três meses, a anterior ocorreu em 16 de outubro e a última será no dia 14 de dezembro. Como em qualquer outra Lua Cheia, o corpo celeste parece maior e mais brilhante quando aparece no horizonte. E o mesmo ocorre com as Superluas. Ainda que elas apareçam 14% maiores e 30% mais luminosas que as luas cheias comuns, são mais surpreendentes quando estão na linha do horizonte e não altas, no céu. Isso acontece porque a órbita da lua não é um círculo perfeito, então em alguns pontos de sua órbita ela parece estar mais próxima do planeta Terra. “Quando a lua está em seu ponto mais distante isso é conhecido como apogeu e quando está mais perto é chamado de perigeu”, explica o cientista da Nasa Noah Petro. Fonte: NASA.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

SERGIPANOS PREMIADOS EM FEIRA INTERNACIONAL

Entre os dias 24 e 29 de outubro deste ano, aconteceu no Estado do Rio Grande do Sul, na cidade de Novo Hamburgo, a 31ª MOSTRATEC, a maior feira de ciências da América Latina, com a participação de expositores de todos os estados brasileiros e de mais 21 países. Os representantes de Sergipe, sob a representação do professor orientador Nilson Santos e seu aluno expositor José Matheus Gomes, expuseram o projeto Astronomia Alternativa, como uma proposta de captura de imagens de corpos celestes utilizando uma webcam de computador adaptada, visando reduzir os custos da atividade, em comparação com o uso de câmeras profissionais à venda no mercado. Esse trabalho é destinado a astrônomos amadores que desejam obter imagens da nossa lua, planetas do nosso sistema solar, dentre outros objetos cósmicos. Como resultado da participação na MOSTRATEC, o projeto conseguiu três premiações, sendo duas credenciais para outras feiras de renome nacional e internacional, como a MOCINN - Mostra de Ciências do Norte e Nordeste a acontecer no Maranhão, em 2017 e a LUMITECH - mostra científica que ocorrerá no Paraguai, também em 2017, onde representarão o Brasil. A terceira premiação foi uma medalha de destaque na área de atuação do projeto, voltado à engenharia de materiais. Com esse sucesso, a meta é continuar desenvolvendo e aperfeiçoando o método de registo das astrofotografias para uso posterior em exposições, catálogos e estudos científicos. Como orientador do trabalho, o professor Nilson agradece o apoio e colaboração de todos que incentivaram a ideia, em especial a Douglas Vinicius, que forneceu o modelo da webcam adotada e David Maia pela coorientação e participação ativa nas diversas etapas da montagem do projeto.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

SERGIPANOS PARTICIPAM DE FEIRA TECNOLÓGICA QUE REUNE 21 PAÍSES

Um jovem pesquisador do Colégio Estadual General Calazans, de Nossa Senhora das Dores, é o representante de Sergipe na 31ª Mostratec – Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia, que ocorrerá em Novo Hamburgo (RS), no Centro de Eventos da Fenac, de 25 a 28 de outubro de 2016. O evento, considerado a maior feira do gênero na América Latina, terá representantes de 21 países e de todos os Estados brasileiros. A organização é da Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha. O trabalho do aluno José Matheus Santos Gomes, sob a orientação do professor Nilson Santos e colaboração de David Maia, se insere na área da Engenharia e tem como resultado a viabilização, a baixo custo, da produção de imagens de corpos celestes (planetas, aglomerados estelares, nebulosas e galáxias, entre outros). Com a pesquisa Astrofotografia Alternativa, o projeto visa à produção de fotos espaciais de maneira mais simples e mais barata. Como resultados, foi possível capturar imagens espaciais com detalhes que não são perceptíveis ao olho humano, e com baixo investimento. As fotos podem ser usadas não somente como registros artísticos, mas como objetos de estudos astronômicos. A Mostratec reúne 420 projetos de jovens cientistas entre 14 e 20 anos de idade, do Brasil (de todos os estados e do Distrito Federal), Argentina, Bósnia e Herzegovina, Cazaquistão, Chile, China, Colômbia, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Holanda, Índia, Indonésia, Itália, México, Paraguai, Peru, Portugal, Tunísia, Turquia e Uruguai. Paralelamente, ocorrem a Mostratec Júnior (para estudantes do ensino fundamental, com 220 projetos), o Seminário Internacional de Educação Tecnológica (Siet), os Jogos Mostratec, a Corrida Mostratec Sesc, o Festival Maker Mostratec de Robótica e a Feira Regional do Livro de Novo Hamburgo. A feira estará aberta ao público das 14h às 21h, entre 25 e 27 de outubro, e das 14h às 17h, no dia 29 (sexta-feira). A entrada é franca. Mais informações em www.mostratec.com.br. Veja imagens dos resultados do trabalho na caixa ao lado.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

FILOSOFANDO: ASTRONOMIA X ASTROLOGIA

O Universo, toda sua complexidade e todos os seus mistérios sempre foi motivo de curiosidade para nós, desde os tempos mais remotos da nossa civilização. Olhar para o céu, ao longo dos anos, se tornou umas das atividades mais magníficas e mais inspiradoras para a compreensão da vida na Terra. Avançar em tais explicações requer mais estudos, principalmente mais perguntas, afinal são elas que movem o mundo. A ciência que estuda os astros e a formação do Universo é chamada de Astronomia. Como tal, todo seu estudo, depois de teorizado é comprovado. Diferente da Astrologia, que estudas as “possíveis” influências dos Astros na personalidade de cada ser humano. No inicio das observações celestes ambas andavam juntas, e as diferentes denominações não existiam, restringindo-se apenas ao “estudo dos astros”. A separação se deu no momento em que a comprovação científica de tal estudo foi um quesito crucial. Entendamos, não existe nenhuma prova de que Júpiter influencia a vida de quem nasce em certo mês do ano. Agora, é mais do que provado que existe uma força chamada Gravidade, que faz com que dois corpos se atraiam e com que os planetas girem em torno do Sol.¹ Eis a diferença, Astrologia é crença, Astronomia é Ciência. Para exacerbar tal distinção, vejamos o exemplo do planeta-anão chamado Plutão. De acordo com os estudos astronômicos, para ser um planeta, o Astro deve apresentar as três principais características: 1 – Ser esférico; 2 – Girar em torno de uma Estrela; 3 – Ser dominante em sua órbita. Plutão não se encaixa na terceira característica, pois em certo ponto, sua órbita cruza com a de Netuno, que é muito maior (dominante) que ele. Por isso foi rebaixado para a categoria de planeta-anão. É de simples compreensão o motivo, porém foi preciso muito estudo e comprovação para poder ser feita tal distinção. Incrivelmente isso rendeu (na época do rebaixamento em 2006) um processo à NASA (Agência Espacial Norte Americana). Sim é verdade! Astrólogos ficaram indignados com essa mudança de “status” e disseram que era um absurdo, digno de um processo jurídico. Ora, pensem comigo, se Plutão tivesse que influenciar a minha vida, ele continuaria influenciando, pois ele continua no mesmo lugar, orbitando o mesmo caminho ao redor do Sol. Apenas mudamos sua categoria, à grosso modo, mudamos apenas seu nome. Não o tiramos do lugar! Optei por este exemplo para ficar claro a diferença de algo que se acredita e algo que é comprovado. Outros exemplos e outras teorias poderiam ser abordados, porém o intuito deste texto, é no mínimo aguçar a curiosidade de quem lê, lançando a semente de inspiração para o conhecimento. Desta feita, leia e o seu silêncio será ouvido. Saudações Astronômicas! Por: JAILTON DOS SANTOS FILHO Departamento de Física, Universidade Federal de Sergipe.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

PALESTRA: NOSSO PEQUENO PÁLIDO PONTO AZUL

Realizamos essa palestra na cidade de Carira-SE, na quarta-feira, dentro das atividades comemorativas da Semana da Astronomia. Na cidade, tanto a comunidade em geral quanto os alunos e demais funcionários do Colégio Estadual Artur Fortes, foram convidados e compareceram em massa, movidos pela expectativa e curiosidade de conhecer sobre o assunto e de ter a primeira oportunidade de observar o céu através de um telescópio. Na palestra, foi abordado a perspectiva de dimensões entre a Terra e demais corpos celestes do nosso sistema solar e outras estrelas conhecidas. O conteúdo foi baseado na obra "O Pequeno Pálido Ponto Azul", do saudoso e genial astrônomo Carl Sagan, nosso mestre inspirador. Após a palestra, abrimos espaço para perguntas dos expectadores. Só lamentamos que a atividade de observação do céu não deu para ocorrer, em função do mau tempo no local do evento. Para essa finalidade, deveremos retornar outro dia para realizá-la. Agradecemos ao professor Gladston e a direção do colégio pelo convite e oportunidade de divulgar essa maravilhosa ciência, que é a Astronomia. E como dizia o próprio Sagan, devemos fazer isto porque "a ciência é uma vela acesa na escuridão". Então vamos acender velas e clarear nossa visão do horizonte visível e do que está além.