domingo, 13 de novembro de 2016

A SUPERLUA DE NOVEMBRO

Nesta segunda (14), será possível observar a maior Superlua em quase 70 anos. Para nós que moramos no litoral nordestino, a Lua surgirá no horizonte leste por volta das 17:47h. Neste dia, a Lua se encontrará a 48,2 mil quilômetros mais próxima da Terra do que quando esteve recentemente no seu apogeu - que é o ponto mais distante da órbita. O satélite não chegava tão perto assim desde 1948 e não voltará a fazê-lo até 2034. Com exceção do eclipse da Superlua de 2015, não houve nem haverá por muito tempo uma Lua Cheia tão especial, mesmo que curiosamente tenhamos tido três Superluas consecutivas em três meses, a anterior ocorreu em 16 de outubro e a última será no dia 14 de dezembro. Como em qualquer outra Lua Cheia, o corpo celeste parece maior e mais brilhante quando aparece no horizonte. E o mesmo ocorre com as Superluas. Ainda que elas apareçam 14% maiores e 30% mais luminosas que as luas cheias comuns, são mais surpreendentes quando estão na linha do horizonte e não altas, no céu. Isso acontece porque a órbita da lua não é um círculo perfeito, então em alguns pontos de sua órbita ela parece estar mais próxima do planeta Terra. “Quando a lua está em seu ponto mais distante isso é conhecido como apogeu e quando está mais perto é chamado de perigeu”, explica o cientista da Nasa Noah Petro. Fonte: NASA.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

SERGIPANOS PREMIADOS EM FEIRA INTERNACIONAL

Entre os dias 24 e 29 de outubro deste ano, aconteceu no Estado do Rio Grande do Sul, na cidade de Novo Hamburgo, a 31ª MOSTRATEC, a maior feira de ciências da América Latina, com a participação de expositores de todos os estados brasileiros e de mais 21 países. Os representantes de Sergipe, sob a representação do professor orientador Nilson Santos e seu aluno expositor José Matheus Gomes, expuseram o projeto Astronomia Alternativa, como uma proposta de captura de imagens de corpos celestes utilizando uma webcam de computador adaptada, visando reduzir os custos da atividade, em comparação com o uso de câmeras profissionais à venda no mercado. Esse trabalho é destinado a astrônomos amadores que desejam obter imagens da nossa lua, planetas do nosso sistema solar, dentre outros objetos cósmicos. Como resultado da participação na MOSTRATEC, o projeto conseguiu três premiações, sendo duas credenciais para outras feiras de renome nacional e internacional, como a MOCINN - Mostra de Ciências do Norte e Nordeste a acontecer no Maranhão, em 2017 e a LUMITECH - mostra científica que ocorrerá no Paraguai, também em 2017, onde representarão o Brasil. A terceira premiação foi uma medalha de destaque na área de atuação do projeto, voltado à engenharia de materiais. Com esse sucesso, a meta é continuar desenvolvendo e aperfeiçoando o método de registo das astrofotografias para uso posterior em exposições, catálogos e estudos científicos. Como orientador do trabalho, o professor Nilson agradece o apoio e colaboração de todos que incentivaram a ideia, em especial a Douglas Vinicius, que forneceu o modelo da webcam adotada e David Maia pela coorientação e participação ativa nas diversas etapas da montagem do projeto.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

SERGIPANOS PARTICIPAM DE FEIRA TECNOLÓGICA QUE REUNE 21 PAÍSES

Um jovem pesquisador do Colégio Estadual General Calazans, de Nossa Senhora das Dores, é o representante de Sergipe na 31ª Mostratec – Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia, que ocorrerá em Novo Hamburgo (RS), no Centro de Eventos da Fenac, de 25 a 28 de outubro de 2016. O evento, considerado a maior feira do gênero na América Latina, terá representantes de 21 países e de todos os Estados brasileiros. A organização é da Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha. O trabalho do aluno José Matheus Santos Gomes, sob a orientação do professor Nilson Santos e colaboração de David Maia, se insere na área da Engenharia e tem como resultado a viabilização, a baixo custo, da produção de imagens de corpos celestes (planetas, aglomerados estelares, nebulosas e galáxias, entre outros). Com a pesquisa Astrofotografia Alternativa, o projeto visa à produção de fotos espaciais de maneira mais simples e mais barata. Como resultados, foi possível capturar imagens espaciais com detalhes que não são perceptíveis ao olho humano, e com baixo investimento. As fotos podem ser usadas não somente como registros artísticos, mas como objetos de estudos astronômicos. A Mostratec reúne 420 projetos de jovens cientistas entre 14 e 20 anos de idade, do Brasil (de todos os estados e do Distrito Federal), Argentina, Bósnia e Herzegovina, Cazaquistão, Chile, China, Colômbia, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Holanda, Índia, Indonésia, Itália, México, Paraguai, Peru, Portugal, Tunísia, Turquia e Uruguai. Paralelamente, ocorrem a Mostratec Júnior (para estudantes do ensino fundamental, com 220 projetos), o Seminário Internacional de Educação Tecnológica (Siet), os Jogos Mostratec, a Corrida Mostratec Sesc, o Festival Maker Mostratec de Robótica e a Feira Regional do Livro de Novo Hamburgo. A feira estará aberta ao público das 14h às 21h, entre 25 e 27 de outubro, e das 14h às 17h, no dia 29 (sexta-feira). A entrada é franca. Mais informações em www.mostratec.com.br. Veja imagens dos resultados do trabalho na caixa ao lado.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

FILOSOFANDO: ASTRONOMIA X ASTROLOGIA

O Universo, toda sua complexidade e todos os seus mistérios sempre foi motivo de curiosidade para nós, desde os tempos mais remotos da nossa civilização. Olhar para o céu, ao longo dos anos, se tornou umas das atividades mais magníficas e mais inspiradoras para a compreensão da vida na Terra. Avançar em tais explicações requer mais estudos, principalmente mais perguntas, afinal são elas que movem o mundo. A ciência que estuda os astros e a formação do Universo é chamada de Astronomia. Como tal, todo seu estudo, depois de teorizado é comprovado. Diferente da Astrologia, que estudas as “possíveis” influências dos Astros na personalidade de cada ser humano. No inicio das observações celestes ambas andavam juntas, e as diferentes denominações não existiam, restringindo-se apenas ao “estudo dos astros”. A separação se deu no momento em que a comprovação científica de tal estudo foi um quesito crucial. Entendamos, não existe nenhuma prova de que Júpiter influencia a vida de quem nasce em certo mês do ano. Agora, é mais do que provado que existe uma força chamada Gravidade, que faz com que dois corpos se atraiam e com que os planetas girem em torno do Sol.¹ Eis a diferença, Astrologia é crença, Astronomia é Ciência. Para exacerbar tal distinção, vejamos o exemplo do planeta-anão chamado Plutão. De acordo com os estudos astronômicos, para ser um planeta, o Astro deve apresentar as três principais características: 1 – Ser esférico; 2 – Girar em torno de uma Estrela; 3 – Ser dominante em sua órbita. Plutão não se encaixa na terceira característica, pois em certo ponto, sua órbita cruza com a de Netuno, que é muito maior (dominante) que ele. Por isso foi rebaixado para a categoria de planeta-anão. É de simples compreensão o motivo, porém foi preciso muito estudo e comprovação para poder ser feita tal distinção. Incrivelmente isso rendeu (na época do rebaixamento em 2006) um processo à NASA (Agência Espacial Norte Americana). Sim é verdade! Astrólogos ficaram indignados com essa mudança de “status” e disseram que era um absurdo, digno de um processo jurídico. Ora, pensem comigo, se Plutão tivesse que influenciar a minha vida, ele continuaria influenciando, pois ele continua no mesmo lugar, orbitando o mesmo caminho ao redor do Sol. Apenas mudamos sua categoria, à grosso modo, mudamos apenas seu nome. Não o tiramos do lugar! Optei por este exemplo para ficar claro a diferença de algo que se acredita e algo que é comprovado. Outros exemplos e outras teorias poderiam ser abordados, porém o intuito deste texto, é no mínimo aguçar a curiosidade de quem lê, lançando a semente de inspiração para o conhecimento. Desta feita, leia e o seu silêncio será ouvido. Saudações Astronômicas! Por: JAILTON DOS SANTOS FILHO Departamento de Física, Universidade Federal de Sergipe.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

PALESTRA: NOSSO PEQUENO PÁLIDO PONTO AZUL

Realizamos essa palestra na cidade de Carira-SE, na quarta-feira, dentro das atividades comemorativas da Semana da Astronomia. Na cidade, tanto a comunidade em geral quanto os alunos e demais funcionários do Colégio Estadual Artur Fortes, foram convidados e compareceram em massa, movidos pela expectativa e curiosidade de conhecer sobre o assunto e de ter a primeira oportunidade de observar o céu através de um telescópio. Na palestra, foi abordado a perspectiva de dimensões entre a Terra e demais corpos celestes do nosso sistema solar e outras estrelas conhecidas. O conteúdo foi baseado na obra "O Pequeno Pálido Ponto Azul", do saudoso e genial astrônomo Carl Sagan, nosso mestre inspirador. Após a palestra, abrimos espaço para perguntas dos expectadores. Só lamentamos que a atividade de observação do céu não deu para ocorrer, em função do mau tempo no local do evento. Para essa finalidade, deveremos retornar outro dia para realizá-la. Agradecemos ao professor Gladston e a direção do colégio pelo convite e oportunidade de divulgar essa maravilhosa ciência, que é a Astronomia. E como dizia o próprio Sagan, devemos fazer isto porque "a ciência é uma vela acesa na escuridão". Então vamos acender velas e clarear nossa visão do horizonte visível e do que está além.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Finalmente Matéria Escura?

Astrônomos detectaram um sinal vindo do céu no espectro de raios X que é compatível com a proposta de algumas teorias sobre os sinais que seriam emitidos pelas partículas formadoras da matéria escura. O sinal é compatível com a assinatura que seria gerada por áxions, uma das muitas partículas hipotéticas propostas como sendo as constituintes da matéria escura. Embora os astrônomos acreditem que a matéria escura represente 85% da matéria do Universo, ela não é diretamente observável, e sua existência é proposta com base na atração gravitacional que mantém as galáxias coesas - algo que a matéria das estrelas e planetas e demais corpos celestes não seria suficiente para gerar. Existem dezenas de propostas de partículas hipotéticas, cada uma com suas próprias características, que poderiam ser as constituintes da matéria escura - além dos áxions, as mais faladas são os neutrinos estéreis e as WIMPS. Há poucos dias foi detectada uma outra partícula, chamada bulbulon, que veio se somar a essa lista. George Fraser e seus colegas da Universidade de Leicester detectaram os sinais reavaliando praticamente todos os dados coletados até agora pelo telescópio XMM-Newton, que está há quase 15 anos no espaço. "O fundo de raios X - o céu, depois que as fontes brilhantes de raios X são removidas - parece igual para onde quer que você olhe. Entretanto, nós descobrimos um sinal sazonal nesse fundo de raios X que não tem uma explicação convencional, mas é consistente com a descoberta dos áxions," disse o professor Andy Read, membro da equipe. "Parece plausível que os áxions - candidatos a partículas da matéria escura - sejam de fato produzidos no núcleo do Sol e efetivamente sejam convertidos em raios X no campo magnético da Terra," teorizam os pesquisadores em seu artigo. Com tantas propostas diferentes para tentar explicar a matéria escura - o que inclui sabores misturados e evaporação quântica - não é de admirar que os resultados tenham sido recebidos com certo ceticismo pela comunidade científica - a expressão chave parece ser "se for confirmado". Contudo, como todas as propostas de observação - e confirmação - da matéria escura até hoje falharam, há agora pelo menos um sinal de esperança na agenda dos astrofísicos. Extraido de: http://www.inovacaotecnologica.com.br em 23 out 2014.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Excursão Solidária

Na tarde da sexta-feira 5, alunos do 1º Ano A do Ensino Médio do Colégio Estadual General Calazans realizaram uma excursão pedagógica à serra do Besouro, nos arredores da cidade, acompanhados dos professores Nilson (Geografia) e Luciano (Biologia), para um trabalho interdisciplinar explorando conceitos de geologia e biologia. Também fazia parte da excursão uma visita ao lixão municipal que fica no sopé da serra, onde existem seis famílias de catadores de lixo que sobrevivem dos resíduos que coletam para vender como material de reciclagem. Na ocasião, os alunos arrecadaram alimentos e montaram várias cestas com produtos para serem doados aos catadores locais. Vejam algumas fotos da nossa atividade.