domingo, 17 de outubro de 2010

II Noite das Estrelas


No último dia 2 do corrente mês, os integrantes do Clube Dorense de Astronomia Órion realizaram a II Noite das Estrelas, na serra do Boqueirão, situada a cerca de 6km do centro de Nossa Senhora das Dores-SE. O grupo se dirigiu ao local às 17:00h com o objetivo de filmar e fotografar o pôr-do-sol, que atingiu o ocaso às 17:24h num espetáculo de rara beleza testemunhado por todos que estavam presentes ao momento.
Logo após o ocaso do Sol, seguiu-se a observação através do super telescópio órion, um newtoniano de 180mm. Na ocasião, foram observados os planetas Vênus (em fase, semelhante a um fino crescente lunar), o planeta jùpiter e suas luas galileanas, estrelas e aglomerados. Todos ficaram encantados com o que puderam visualizar do alto da serra. Foi uma experiência extremamente prazerosa para o grupo, que já se comprometeu a repetir o evento e atrair cada vez mais pessoas para desfrutarem desse privilégio, que só a Astronomia pode oferecer.
Veja fotos ao lado.

Por: Nilson S. Santos

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Exoplaneta em zona habitável


Uma equipe de caçadores de planetas liderada por astrônomos da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, e da Instituição Carnegie, de Washington, anunciaram a descoberta de um exoplaneta situado na "zona habitável" em volta de sua estrela.

O planeta, com três vezes a massa da Terra, orbita uma estrela relativamente próxima, a uma distância que o coloca bem no meio da zona habitável - a região cujas temperaturas permitem a existência de água líquida na superfície do planeta.

Exoplaneta habitável

Se as observações iniciais forem confirmadas, este pode ser o exoplaneta mais parecido com a Terra já descoberto e o primeiro forte candidato para ser potencialmente habitável.

Para os astrônomos, um planeta "potencialmente habitável" é um planeta capaz de sustentar a vida, mas não necessariamente seria algo que os humanos considerariam um lugar agradável para viver.

A habitabilidade depende de muitos fatores, mas a água líquida e uma atmosfera estão entre os mais importantes.

"Nossos resultados oferecem um caso muito convincente para um planeta potencialmente habitável," disse Steven Vogt, membro da equipe. "O fato de termos sido capazes de detectar esse planeta tão rapidamente e tão perto nos diz que planetas como este devem ser muito comuns."

Sistema Gliese 581

O planeta foi encontrado ao redor da mesma estrela onde já havia sido encontrado o exoplaneta mais parecido com a Terra até então.

Os cientistas descobriram na verdade dois novos planetas ao redor da estrela Gliese 581, elevando o total de planetas no sistema para seis.

A estrela Gliese 581 está localizada a 20 anos-luz de distância da Terra, na constelação de Libra.

Dois planetas detectados anteriormente em torno da estrela ficam nas bordas da zona habitável, um no lado quente (planeta 581c) e outro no lado frio (planeta 581d). Embora alguns astrônomos ainda acreditem que o planeta 581d possa ser habitável se ele tiver uma atmosfera densa, com um forte efeito estufa para aquecê-lo, outros são céticos.

Já o recém-descoberto Gliese 581g fica exatamente entre os outros dois, em um ponto muito interessante, bem no meio da zona habitável.

Gliese 581g

O Gliese 581g tem uma massa de três a quatro vezes a da Terra e um período orbital de menos de 37 dias. Sua massa indica que ele é provavelmente um planeta rochoso, com uma superfície definida e com uma gravidade suficiente para reter uma atmosfera.

O planeta 581g tem uma posição fixa em relação à estrela, o que significa que um lado está sempre voltado para a estrela, em um dia eterno, enquanto o lado está voltado para longe da estrela, em perpétua escuridão.

Segundo os pesquisadores, a zona mais habitável na superfície do planeta seria a linha entre a sombra e a luz, que apresentaria uma temperatura média, estimada entre -31 e -12 graus Celsius.

Se o Gliese 581g tiver mesmo uma composição rochosa semelhante à da Terra, seu diâmetro seria de cerca de 1,2 a 1,4 vez o da Terra. A gravidade seria a mesma ou ligeiramente maior que a da Terra.

Vida fora da Terra

Os astrônomos estão surpresos com a rapidez com que estão sendo encontrados planetas com capacidade de sustentar vida.

Há poucos anos, falar de planetas habitáveis ao redor de outras estrelas era sinônimo de falar de alienígenas - daí para ETs e discos voadores era uma questão de alguns cochichos, o que poderia arruinar a carreira de um cientista.

"Se eles fossem raros, não deveríamos ter encontrado um de forma tão rápida e tão perto," disse Vogt. "O número de sistemas com planetas potencialmente habitáveis é provavelmente da ordem de 10 ou 20 por cento, e quando você multiplica isso por centenas de bilhões de estrelas só na Via Láctea, isto dá um número grande. Pode haver dezenas de bilhões desses sistemas em nossa galáxia."

As descobertas mais recentes já deram aos cientistas o embasamento e a coragem suficientes para falar de vida fora da Terra. Mas, por enquanto, eles afirmam que essa vida deve estar na forma de extremófilos, organismos muito simples, capazes de viver em condições ambientais extremas em relação ao clima da Terra.

Mas, se os cálculos indicam números tão elevados de planetas habitáveis dispersos apenas em nossa galáxia, também esse discurso logo poderá ser atualizado.

Fonte:Boletim Eletrônico/Inovação Tecnológica em 30/09/2010.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Oficina de Foguetes


No último sábado, 18, a turma da 7ª série A do Colégio General Calazans teve seu momento de fazer foguete de garrafa pet. O professor Nilson convocou a turma para uma oficina e os alunos compareceram em massa para a atividade. Das 8:00h às 12:00h foi o momento de pôr a mão na massa e construir os foguetes. Utilizando os materiais solicitados, cada grupo confeccionou seu próprio artefato, enfeitando a critério de cada um. O passo seguinte foi sair da escola para os lançamentos que, mesmo sob chuva foram um sucesso entre a garotada. Alguns foguetes foram arremessados a aproximadamente 100m de distância e os protagonistas do feito foram agraciados com um exemplar do livro "Fascínio do Universo". Esta atividade foi uma preparação para a olimpíada a ser ainda marcada entre os alunos do General Calazans.

Parabens a todos que participaram da atividade. Ver fotos.


Por: Nilson S. Santos

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Astrônomos descobrem uma nova classe de buracos negros

Esta é uma impressão artística do HLX-1, representado pelo objeto de luz azul no canto superior esquerdo, localizado na borda da galáxia ESO 243-49.[Imagem: Heidi Sagerud]


Buraco negro médio

Há cerca de um ano, astrônomos europeus e norte-americanos descobriram um buraco negro pesando mais de 500 massas solares.

Localizado a milhões de anos-luz de distância, ele foi batizado de HLX-1 (Hyper-Luminous X-ray source 1: fonte de raios X hiperluminosa 1).

Agora, cientistas da França, Reino Unido e Estados Unidos acreditam ter encontrado uma comprovação da distância e do brilho desta fonte ultraluminosa de raios X, confirmando que ela realmente está localizada em uma galáxia vizinha.

Os resultados demonstram que o HLX-1 não está nem na nossa própria galáxia e nem é um buraco negro gigante no centro de uma galáxia distante - ou seja, trata-se de uma nova classe de buracos negros, até agora desconhecida.

Os astrônomos sempre desconfiaram da existência de uma classe intermediária de buracos negros, maiores do que os buracos negros estelares e menores do que os buracos negros supermaciços existentes no núcleo das galáxias. Mas, até agora, ninguém havia conseguido encontrar nenhum espécime desses.

Caça aos buracos negros

Os astrônomos afirmam que o HLX-1 é o mais membro mais radical de uma família de objetos astronômicos situados na galáxia ESO 243-49, localizada a 290 milhões de anos-luz da Terra.

Sua luminosidade supera a média dos outros objetos celestes de sua classe por um fator de 100, sendo ainda 10 vezes mais luminoso do que o segundo colocado.

Com isto, os astrônomos estão tendo que rever suas teorias sobre o brilho máximo das fontes ultraluminosas de raios X. A descoberta também dá suporte à ideia de que um buraco negro de massa intermediária pode realmente existir dentro do HLX-1. Até agora, contudo, os cientistas não conseguiram detectar esse buraco negro.

A equipe agora pretende investigar se há mais objetos tão extremos quanto o HLX-1 e comparar os dados sobre ele com os dados de outras grandes fontes ultraluminosas de raios X. Isto poderá ajudá-los a entender a existência de buracos negros de massa intermediária, além de ajudar a determinar a sua localização exata.

Vicente Mateus Santana
Redação do Site Inovação Tecnológica - 10/09/2010

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

VII EREA em Caucaia-CE

De 17 a 21 de agosto, aconteceu em Caucaia-CE, o VII Encontro Regional de Ensino de Astronomia (EREA), organizado pela Secretaria Municipal de Educação em parceria com outras instituições, como a AEB (Agência Espacial Brasileira), Ministério da Ciência e Tecnologia, OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica), com o objetivo de promover atividades destinadas à capacitação de professores na área de ensino de Astronomia, Astronáutica e ciências afins.
O evento contou com uma vasta programação e a participação de cientistas, pesquisadores, ministrantes de oficinas e a presença marcante do astronauta Marcos Pontes. Para nós, do Clube Dorense de Astronomia Órion, foi mais uma experiência notável levar o nosso conhecimento através das oficinas de construção e lançamento de foguetes aos colegas professores cearenses, pela segunda vez.
Durante toda a semana, no período da manhã, ocorreram palestras com pesquisadores convidados. Á tarde, as oficinas de montagem de lunetas, modelos astronômicos, experimentos científicos e montagem de plataformas para lançamento dos foguetes de garrafa PET. À noite, os participantes realizavam observações dos astros através das lunetas montadas e outros telescópios disponibilizados para a atividade.
Queremos aqui registrar nosso agradecimento aos organizadores do evento pelo convite e reafirmar que sempre estaremos dispostos a contribuir com a divulgação e popularização das ciências espaciais a todos que assim desejarem. Portanto, ao Dermeval, à Zenaide, Edgardo, professor Canalle e todos que acreditam em nosso trabalho, nossos sinceros agradecimentos. (ver fotos do VII EREA)

Por: Nilson S. Santos
Clube Dorense de Astronomia Órion

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Medo e Religião


O registro da suposta observação de um OVNI (Objeto Voador Não Identificado) por tripulantes de um avião militar britânico durante a Segunda Guerra Mundial foi mantido em segredo por determinação do então primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Winston Churchill, que acreditava que o relato poderia causar pânico na população.
A história foi revelada por documentos do Ministério da Defesa da Grã-Bretanha divulgados nesta quinta-feira pelos Arquivos Nacionais do país.
Segundo os relatos, Churchill determinou que o registro sobre a suposta aparição do objeto voador não identificado permanecesse secreto por 50 anos.
"Churchill acreditava que a divulgação do ocorrido poderia criar pânico em massa e abalar as crenças religiosas", afirmou Nick Pope, um ex-investigador do Ministério da Defesa britânico especializado em OVNIs.
Documentos destruídos
Os arquivos também mostram que, nos anos 1950, o governo britânico levava a questão tão a sério que chegou a reunir chefes dos serviços de inteligência para discutir relatos sobre a presença de OVNIs em seu espaço aéreo.
Segundo Pope, a maior parte da documentação referente às supostas aparições de objetos não identificados no período foi destruída.
Sabe-se, porém, que o governo britânico chegou a pedir relatórios semanais sobre os registros de aparições ao comitê de especialistas em inteligência encarregados de investigações nas áreas de segurança, defesa e assuntos internacionais.
A documentação divulgada nesta quinta-feira é a mais recente série de arquivos liberada ao público como parte de uma parceria de três anos entre o Ministério da Defesa e os Arquivos Nacionais da Grã-Bretanha.
Os documentos incluem um trecho do chamado Livro Vermelho - relato semanal realizado por serviços de inteligência - que diz que não foram encontradas explicações para quatro aparições de objetos não identificados registradas por radares da aeronáutica britânica.
Casos de OVNIs
Entre as mais de 5 mil páginas dos arquivos, está também o relato de um piloto que diz que seu Boeing 737 quase colidiu com um objeto não identificado quando se preparava para pousar no aeroporto de Manchester em 1995.
Entre outros registros, há ainda o caso da equipe de resgate acionada para investigar um OVNI que supostamente teria colidido nas montanhas de Berwyn, no País de Gales, em 1974.
O arquivo inclui também o filme em que um suposto "homem do espaço" é flagrado durante os registros de testes para o lançamento de um míssil, em 1964.
Fonte:BBC, acesso em 05-08-2010

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Descoberta de vida em Marte?


Uma equipe internacional de cientistas, com participação do geólogo brasileiro Carlos de Souza Filho, da Unicamp, identificou rochas que, acreditam eles, podem conter restos fossilizados de vida em Marte. O professor Souza Filho trabalha há vários anos em colaboração com equipes ligadas à NASA, efetuando comparações entre Marte e a Terra, em busca de indícios de vida e da presença de minerais.
A equipe de pesquisadores identificou rochas antigas da Nili Fossae, uma das fossas existentes na superfície do planeta. O trabalho dos pesquisadores revelou que essa vala em Marte é equivalente a uma região na Austrália, onde algumas das mais antigas evidências de vida na Terra haviam sido enterradas e preservadas em forma mineral.
A equipe, coordenada por um cientista do Instituto para Busca de Inteligência Extraterrestre (Seti, na sigla em inglês), da Califórnia, acredita que os mesmos processos hidrotermais que preservaram as evidências de vida na Terra podem ter ocorrido em Marte na Nili Fossae. As rochas têm até 4 bilhões de anos, o que significa que elas já existiam nos últimos três quartos da história de Marte.
Carbonatos
Quando, em 2008, cientistas descobriram carbonatos nessas rochas de Marte, provocaram grande alvoroço na comunidade científica, já que os carbonatos eram procurados havia tempos como prova definitiva de que o planeta vermelho era habitável e que poderia ter existido vida por lá. Os carbonatos são produzidos pela decomposição de material orgânico enterrado, se esse material não é transformado em hidrocarbonetos. O mineral é produzido pelos restos fossilizados de carapaças e ossos, e permite uma maneira de investigar a vida que existia nos primórdios da Terra.
Semelhanças entre Marte e Terra
O coordenador do estudo, Adrian Brown, usou um instrumento a bordo da sonda espacial MRO, da Nasa, para estudar as rochas da Nili Fossae com raios infravermelhos. Eles depois usaram a mesma técnica para estudar rochas na área do noroeste da Austrália chamada Pilbara. "Pilbara é uma parte da Terra que conseguiu se manter na superfície por uns 3,5 bilhões de anos, ou três quartos da história do planeta", disse Brown à BBC. "Isso permite a nós termos uma pequena janela para observar o que estava acontecendo na Terra em seus estágios iniciais", explicou.
Os cientistas acreditam que micróbios formaram há bilhões de anos algumas das características distintivas das rochas de Pilbara. O novo estudo revelou que as rochas da Nili Fossae são muito semelhantes às rochas de Pilbara em sua composição mineral. Brown e seus colegas acreditam que isso mostra que os vestígios de vida que possa ter existido no início da história de Marte podem estar enterrados nesse local. "Se havia vida suficiente para formar camadas, para produzir corais ou algum tipo de bolsões de micróbios, enterrados em Marte, a mesma dinâmica que ocorreu na Terra pode ter ocorrido ali", disse. Por isso, segundo ele, que os dois locais são tão parecidos.
Pouso em Marte
Brown e muitos outros cientistas esperavam que poderiam logo ter a oportunidade de estudar mais de perto as rochas de Nili Fossae. O local havia sido marcado como um potencial local de pouso de uma nova missão para Marte, a ser lançada em 2011 pela Nasa. Mas o local foi posteriormente considerado muito perigoso para um pouso e acabou removido da lista da Nasa em junho deste ano. "O robô da Nasa acabará visitando outro local interessante quando pousar, mas esse local é o que deveríamos checar para descobrir se havia vida nos primórdios de Marte", lamenta Brown.
Fonte:Hydrothermal formation of Clay-Carbonate alteration assemblages in the Nili Fossae region of Mars
Adrian J. Brown, Simon J. Hook, Alice M. Baldridge, James K. Crowley, Nathan T. Bridges, Bradley J. Thomson, Giles M. Marion, Carlos R. de Souza Filho, Janice L. Bishop
Earth and Planetary Science Letters
July 2010