terça-feira, 4 de julho de 2023


 

No dia 27 de junho de 2023, ocorreu no centro comercial da cidade de Nossa Senhora das Dores, a segunda etapa da I Exposição de Geologia e Pedogênese do CEEP Berila Alves de Almeida, dirigida à comunidade em geral e estudantes de outras escolas locais. Essa atividade foi orientada pelo professor de Geografia, Nilson Santos, e apresentada pelos alunos das 5 turmas da 1ª série do Ensino Médio. Divididos em equipes, os alunos passaram por um período de orientação e confecção de material para apresentar e demonstrar, na prática, os conceitos abordados em sala de aula sobre Geologia (formação e evolução do planeta) e Pedogênese (origem e formação dos solos).

Durante a exposição, as equipes apresentaram seus respectivos temas ao público em geral, dentre professores, estudantes e pessoas da comunidade que passavam pelo calçadão do centro comercial. Na ocasião foram expostos temas que discorriam sobre a estrutura geológica do planeta, os processos de formação e evolução, fenômenos físicos como movimento das placas tectônicas, terremotos e vulcanismo, incluindo simulações desses eventos geológicos. Também foram abordados temas referentes aos diferentes tipos de solos, composição, produtividade e tipos de perfis que caracterizam cada um deles. Com essa atividade, os alunos são direcionados a conhecer a importância do trabalho de um geólogo e a possibilidade de seguir carreira profissional nesta área, tendo em vista que a escola é uma instituição que visa a formação técnica e preparatória de profissionais.


terça-feira, 4 de janeiro de 2022

NOITE DAS ESTRELAS

 


O Projeto Noite das Estrelas, foi iniciado em 2018 no CEEP Berila Alves de Almeida, com o objetivo de apresentar conceitos básicos de Astronomia e Astronáutica, voltado aos estudantes do ensino médio e toda a comunidade escolar. Esse projeto é coordenado pelo prof. Nilson Santos, fundador do CDA Orion e que atualmente faz parte do corpo docente da instituição supracitada. Para participar do projeto, os alunos são autorizados pelos seus pais ou responsáveis para pernoitarem na escola. Na programação, ocorrem palestras, exibição de filmes e documentários temáticos, oficinas e observação do céu com telescópios. Em 2021, o Projeto Noite das Estrelas fez surgir, por solicitação e iniciativa de estudantes, juntamente com o apoio do professor Nilson, o Clube de Ciências Stephen Hawking (CCSH), que em 2022 deverá trazer incentivos aos alunos para participarem de atividades e projetos de iniciação científica na escola. Para acessar o instagran do CCSH, entre em https://www.instagram.com/c.c.stephenhawking/

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

PLANETA TERRA, NOSSO LAR.

Até onde sabemos, o nosso planeta é o único habitado por formas de vida. Isso é verdade, ao menos em nosso sistema solar. Mas como foi que tudo começou? Como o nosso mundo se formou? Por que a vida existe por aqui? Para responder a estas e outras questões intrigantes, assista ao vídeo Construindo o Planeta Terra.

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

EVOLUÇÃO ESTELAR

Nossa vida é devida, parcialmente, ao nosso sol, que nos fornece luz, nos aquece e tem mantido a Terra girando em sua órbita estável por quase 5 bilhões de anos. Mas nós não existiríamos se não houvesse o carbono, oxigênio e tantos outros elementos que nos constituem e contribuem para a riqueza de coisas no nosso planeta (nosso mundo) e no Universo. Mas onde foram criados esses elementos? Como esses elementos se formaram? Essa história intrigante e fascinante tem suas respostas lá fora do nosso mundinho. E tudo começa nas estrelas...E como disse o saudoso astrofísico norte americano Carl Sagan, "somos todos poeira das estrelas, nesse infinitamente pequeno e pálido pontinho azul, a que chamamos de Terra, o nosso lar no Universo". Mas, e quanto às estrelas, o que são mesmo? Aprenda, conheça e encontre as respostas no vídeo a seguir: Mantenha sua mente aberta, porque há muita coisa lá fora para a gente conhecer. Estude, aprenda, questione, descubra a verdade das coisas e se liberte da ignorância e do egocentrismo humano secular. Bons estudos!!!

segunda-feira, 1 de abril de 2019

POR QUE AINDA NÃO FIZEMOS CONTATO COM ALIENÍGENAS?

A pergunta “será que estamos sozinhos no universo?” faz parte da cultura humana há muito tempo, e a resposta é provavelmente não. Para alguns cientistas, essa não é nem sequer a questão: a pergunta que devemos fazer seria “por que ainda não fizemos contato com civilizações alienígenas?”. Afinal, a ciência já descobriu mais de 4 mil exoplanetas confirmados somente na Via Láctea – os astrônomos esperam que haja mais de 50 bilhões de exoplanetas no resto do universo. Alguns destes astrônomos, astrofísicos, biólogos, sociólogos, psicólogos e historiadores que defendem que a questão não é se os extraterrestres existem, mas por que ainda não fizemos contato com eles, se reuniram em Paris nesta semana para debater algumas hipóteses, e algumas delas são bem interessantes. “A cada dois anos, o METI Internacional (METI é uma sigla em inglês que significa mensagens de inteligência extraterrestre) organiza um workshop de um dia em Paris como parte de uma série de workshops intitulada ‘O que é a vida? Uma perspectiva extraterrestre’. Esse enigma do porquê de não termos detectado vida extraterrestre tem sido discutido com frequência, mas no foco único deste workshop, muitas das palestras trataram de uma explicação controversa sugerida pela primeira vez na década de 1970 chamada ‘hipótese do zoológico’”, explica Florence Raulin Cerceau, co-presidente do workshop e membro do Conselho de Diretores do METI, em entrevista ao portal da revista Forbes. É isso mesmo. Há uma hipótese que afirma que podemos estar em uma espécie de “zoológico espacial”. A base da ideia é que há civilizações alienígenas lá fora que sabem tudo sobre nós, mas intencionalmente se escondem de nós (qualquer coincidência com a música Spaceman, de David Bowie, talvez não seja mera coincidência). Isso explicaria o “Grande Silêncio”, termo usado por Enrico Fermi para definir a falta de comunicação com civilizações extraterrestres inteligentes. “Talvez os extraterrestres estejam observando os humanos na Terra, assim como observamos os animais em um zoológico”, explica Douglas Vakoch, presidente do METI. “Como podemos fazer com que os funcionários do zoológico galáctico se revelem?” Em uma oficina, Vakoch propôs que os humanos deveriam ser mais ativos na busca por inteligência extraterrestre. “Se fossemos a um zoológico e de repente uma zebra se voltasse para nós, nos olhasse nos olhos e começasse a fazer uma série de números primos com seus cascos, isso estabeleceria uma relação radicalmente diferente entre nós e a zebra, e nós nos sentiríamos compelidos a responder. Podemos fazer o mesmo com extraterrestres, transmitindo sinais de rádio poderosos, intencionais e ricos em informações para estrelas próximas”, compara. Leia mais em https://hypescience.com/teoria-do-zoologico-intergalactico-pode-explicar-silencio-de-civilizacoes-alienigenas/

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

HISTÓRIA DO UNIVERSO

Você provavelmente conhece a teoria do Big Bang, o magnífico e explosivo nascimento do nosso universo. Mas o que aconteceu logo a seguir? Cerca de 100 milhões de anos de escuridão. Quando as primeiras estrelas se iluminaram, elas eram maiores e mais brilhantes do que as que se seguiram. Sua luz ultravioleta era tão intensa que transformava os átomos ao redor em íons. “De onde vieram essas estrelas? E como elas se tornaram as galáxias – o universo repleto de radiação e plasma – que vemos hoje? Essas são as nossas questões”, explicou o professor Michael Norman, diretor do San Diego Supercomputer Center e principal autor de um artigo publicado na revista científica Frontiers in Astronomy and Space Sciences. O chamado “Amanhecer Cósmico” – que vai do surgimento da primeira estrela até a conclusão dessa “reionização cósmica” – durou cerca de um bilhão de anos. Pesquisadores como o professor Norman trabalham com equações matemáticas e simulações do universo para tentar compreender melhor este período. Os cientistas primeiro criaram um código que lhes permitiu modelar as primeiras estrelas do universo. Essas equações descrevem o movimento e as reações químicas dentro das nuvens de gás em um universo antes da luz, e a imensa força gravitacional de uma massa muito maior, mas invisível – a misteriosa matéria escura. “Essas nuvens de hidrogênio puro e hélio desmoronaram sob a gravidade para incendiar estrelas únicas e massivas – centenas de vezes mais pesadas que nosso sol”, esclarece Norman. Os primeiros elementos pesados se formaram nos núcleos de alta pressão das primeiras estrelas: apenas um pouquinho de lítio e berílio. Com a morte de tais estrelas gigantes de vida curta, que entraram em colapso e explodiram em supernovas deslumbrantes, metais pesados como ferro foram finalmente criados em abundância e espalhados pelo espaço. Fonte: hypescience.com 22/10/2018.

domingo, 13 de novembro de 2016

A SUPERLUA DE NOVEMBRO

Nesta segunda (14), será possível observar a maior Superlua em quase 70 anos. Para nós que moramos no litoral nordestino, a Lua surgirá no horizonte leste por volta das 17:47h. Neste dia, a Lua se encontrará a 48,2 mil quilômetros mais próxima da Terra do que quando esteve recentemente no seu apogeu - que é o ponto mais distante da órbita. O satélite não chegava tão perto assim desde 1948 e não voltará a fazê-lo até 2034. Com exceção do eclipse da Superlua de 2015, não houve nem haverá por muito tempo uma Lua Cheia tão especial, mesmo que curiosamente tenhamos tido três Superluas consecutivas em três meses, a anterior ocorreu em 16 de outubro e a última será no dia 14 de dezembro. Como em qualquer outra Lua Cheia, o corpo celeste parece maior e mais brilhante quando aparece no horizonte. E o mesmo ocorre com as Superluas. Ainda que elas apareçam 14% maiores e 30% mais luminosas que as luas cheias comuns, são mais surpreendentes quando estão na linha do horizonte e não altas, no céu. Isso acontece porque a órbita da lua não é um círculo perfeito, então em alguns pontos de sua órbita ela parece estar mais próxima do planeta Terra. “Quando a lua está em seu ponto mais distante isso é conhecido como apogeu e quando está mais perto é chamado de perigeu”, explica o cientista da Nasa Noah Petro. Fonte: NASA.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

SERGIPANOS PREMIADOS EM FEIRA INTERNACIONAL

Entre os dias 24 e 29 de outubro deste ano, aconteceu no Estado do Rio Grande do Sul, na cidade de Novo Hamburgo, a 31ª MOSTRATEC, a maior feira de ciências da América Latina, com a participação de expositores de todos os estados brasileiros e de mais 21 países. Os representantes de Sergipe, sob a representação do professor orientador Nilson Santos e seu aluno expositor José Matheus Gomes, expuseram o projeto Astronomia Alternativa, como uma proposta de captura de imagens de corpos celestes utilizando uma webcam de computador adaptada, visando reduzir os custos da atividade, em comparação com o uso de câmeras profissionais à venda no mercado. Esse trabalho é destinado a astrônomos amadores que desejam obter imagens da nossa lua, planetas do nosso sistema solar, dentre outros objetos cósmicos. Como resultado da participação na MOSTRATEC, o projeto conseguiu três premiações, sendo duas credenciais para outras feiras de renome nacional e internacional, como a MOCINN - Mostra de Ciências do Norte e Nordeste a acontecer no Maranhão, em 2017 e a LUMITECH - mostra científica que ocorrerá no Paraguai, também em 2017, onde representarão o Brasil. A terceira premiação foi uma medalha de destaque na área de atuação do projeto, voltado à engenharia de materiais. Com esse sucesso, a meta é continuar desenvolvendo e aperfeiçoando o método de registo das astrofotografias para uso posterior em exposições, catálogos e estudos científicos. Como orientador do trabalho, o professor Nilson agradece o apoio e colaboração de todos que incentivaram a ideia, em especial a Douglas Vinicius, que forneceu o modelo da webcam adotada e David Maia pela coorientação e participação ativa nas diversas etapas da montagem do projeto.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

SERGIPANOS PARTICIPAM DE FEIRA TECNOLÓGICA QUE REUNE 21 PAÍSES

Um jovem pesquisador do Colégio Estadual General Calazans, de Nossa Senhora das Dores, é o representante de Sergipe na 31ª Mostratec – Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia, que ocorrerá em Novo Hamburgo (RS), no Centro de Eventos da Fenac, de 25 a 28 de outubro de 2016. O evento, considerado a maior feira do gênero na América Latina, terá representantes de 21 países e de todos os Estados brasileiros. A organização é da Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha. O trabalho do aluno José Matheus Santos Gomes, sob a orientação do professor Nilson Santos e colaboração de David Maia, se insere na área da Engenharia e tem como resultado a viabilização, a baixo custo, da produção de imagens de corpos celestes (planetas, aglomerados estelares, nebulosas e galáxias, entre outros). Com a pesquisa Astrofotografia Alternativa, o projeto visa à produção de fotos espaciais de maneira mais simples e mais barata. Como resultados, foi possível capturar imagens espaciais com detalhes que não são perceptíveis ao olho humano, e com baixo investimento. As fotos podem ser usadas não somente como registros artísticos, mas como objetos de estudos astronômicos. A Mostratec reúne 420 projetos de jovens cientistas entre 14 e 20 anos de idade, do Brasil (de todos os estados e do Distrito Federal), Argentina, Bósnia e Herzegovina, Cazaquistão, Chile, China, Colômbia, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Holanda, Índia, Indonésia, Itália, México, Paraguai, Peru, Portugal, Tunísia, Turquia e Uruguai. Paralelamente, ocorrem a Mostratec Júnior (para estudantes do ensino fundamental, com 220 projetos), o Seminário Internacional de Educação Tecnológica (Siet), os Jogos Mostratec, a Corrida Mostratec Sesc, o Festival Maker Mostratec de Robótica e a Feira Regional do Livro de Novo Hamburgo. A feira estará aberta ao público das 14h às 21h, entre 25 e 27 de outubro, e das 14h às 17h, no dia 29 (sexta-feira). A entrada é franca. Mais informações em www.mostratec.com.br. Veja imagens dos resultados do trabalho na caixa ao lado.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

FILOSOFANDO: ASTRONOMIA X ASTROLOGIA

O Universo, toda sua complexidade e todos os seus mistérios sempre foi motivo de curiosidade para nós, desde os tempos mais remotos da nossa civilização. Olhar para o céu, ao longo dos anos, se tornou umas das atividades mais magníficas e mais inspiradoras para a compreensão da vida na Terra. Avançar em tais explicações requer mais estudos, principalmente mais perguntas, afinal são elas que movem o mundo. A ciência que estuda os astros e a formação do Universo é chamada de Astronomia. Como tal, todo seu estudo, depois de teorizado é comprovado. Diferente da Astrologia, que estudas as “possíveis” influências dos Astros na personalidade de cada ser humano. No inicio das observações celestes ambas andavam juntas, e as diferentes denominações não existiam, restringindo-se apenas ao “estudo dos astros”. A separação se deu no momento em que a comprovação científica de tal estudo foi um quesito crucial. Entendamos, não existe nenhuma prova de que Júpiter influencia a vida de quem nasce em certo mês do ano. Agora, é mais do que provado que existe uma força chamada Gravidade, que faz com que dois corpos se atraiam e com que os planetas girem em torno do Sol.¹ Eis a diferença, Astrologia é crença, Astronomia é Ciência. Para exacerbar tal distinção, vejamos o exemplo do planeta-anão chamado Plutão. De acordo com os estudos astronômicos, para ser um planeta, o Astro deve apresentar as três principais características: 1 – Ser esférico; 2 – Girar em torno de uma Estrela; 3 – Ser dominante em sua órbita. Plutão não se encaixa na terceira característica, pois em certo ponto, sua órbita cruza com a de Netuno, que é muito maior (dominante) que ele. Por isso foi rebaixado para a categoria de planeta-anão. É de simples compreensão o motivo, porém foi preciso muito estudo e comprovação para poder ser feita tal distinção. Incrivelmente isso rendeu (na época do rebaixamento em 2006) um processo à NASA (Agência Espacial Norte Americana). Sim é verdade! Astrólogos ficaram indignados com essa mudança de “status” e disseram que era um absurdo, digno de um processo jurídico. Ora, pensem comigo, se Plutão tivesse que influenciar a minha vida, ele continuaria influenciando, pois ele continua no mesmo lugar, orbitando o mesmo caminho ao redor do Sol. Apenas mudamos sua categoria, à grosso modo, mudamos apenas seu nome. Não o tiramos do lugar! Optei por este exemplo para ficar claro a diferença de algo que se acredita e algo que é comprovado. Outros exemplos e outras teorias poderiam ser abordados, porém o intuito deste texto, é no mínimo aguçar a curiosidade de quem lê, lançando a semente de inspiração para o conhecimento. Desta feita, leia e o seu silêncio será ouvido. Saudações Astronômicas! Por: JAILTON DOS SANTOS FILHO Departamento de Física, Universidade Federal de Sergipe.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

PALESTRA: NOSSO PEQUENO PÁLIDO PONTO AZUL

Realizamos essa palestra na cidade de Carira-SE, na quarta-feira, dentro das atividades comemorativas da Semana da Astronomia. Na cidade, tanto a comunidade em geral quanto os alunos e demais funcionários do Colégio Estadual Artur Fortes, foram convidados e compareceram em massa, movidos pela expectativa e curiosidade de conhecer sobre o assunto e de ter a primeira oportunidade de observar o céu através de um telescópio. Na palestra, foi abordado a perspectiva de dimensões entre a Terra e demais corpos celestes do nosso sistema solar e outras estrelas conhecidas. O conteúdo foi baseado na obra "O Pequeno Pálido Ponto Azul", do saudoso e genial astrônomo Carl Sagan, nosso mestre inspirador. Após a palestra, abrimos espaço para perguntas dos expectadores. Só lamentamos que a atividade de observação do céu não deu para ocorrer, em função do mau tempo no local do evento. Para essa finalidade, deveremos retornar outro dia para realizá-la. Agradecemos ao professor Gladston e a direção do colégio pelo convite e oportunidade de divulgar essa maravilhosa ciência, que é a Astronomia. E como dizia o próprio Sagan, devemos fazer isto porque "a ciência é uma vela acesa na escuridão". Então vamos acender velas e clarear nossa visão do horizonte visível e do que está além.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Finalmente Matéria Escura?

Astrônomos detectaram um sinal vindo do céu no espectro de raios X que é compatível com a proposta de algumas teorias sobre os sinais que seriam emitidos pelas partículas formadoras da matéria escura. O sinal é compatível com a assinatura que seria gerada por áxions, uma das muitas partículas hipotéticas propostas como sendo as constituintes da matéria escura. Embora os astrônomos acreditem que a matéria escura represente 85% da matéria do Universo, ela não é diretamente observável, e sua existência é proposta com base na atração gravitacional que mantém as galáxias coesas - algo que a matéria das estrelas e planetas e demais corpos celestes não seria suficiente para gerar. Existem dezenas de propostas de partículas hipotéticas, cada uma com suas próprias características, que poderiam ser as constituintes da matéria escura - além dos áxions, as mais faladas são os neutrinos estéreis e as WIMPS. Há poucos dias foi detectada uma outra partícula, chamada bulbulon, que veio se somar a essa lista. George Fraser e seus colegas da Universidade de Leicester detectaram os sinais reavaliando praticamente todos os dados coletados até agora pelo telescópio XMM-Newton, que está há quase 15 anos no espaço. "O fundo de raios X - o céu, depois que as fontes brilhantes de raios X são removidas - parece igual para onde quer que você olhe. Entretanto, nós descobrimos um sinal sazonal nesse fundo de raios X que não tem uma explicação convencional, mas é consistente com a descoberta dos áxions," disse o professor Andy Read, membro da equipe. "Parece plausível que os áxions - candidatos a partículas da matéria escura - sejam de fato produzidos no núcleo do Sol e efetivamente sejam convertidos em raios X no campo magnético da Terra," teorizam os pesquisadores em seu artigo. Com tantas propostas diferentes para tentar explicar a matéria escura - o que inclui sabores misturados e evaporação quântica - não é de admirar que os resultados tenham sido recebidos com certo ceticismo pela comunidade científica - a expressão chave parece ser "se for confirmado". Contudo, como todas as propostas de observação - e confirmação - da matéria escura até hoje falharam, há agora pelo menos um sinal de esperança na agenda dos astrofísicos. Extraido de: http://www.inovacaotecnologica.com.br em 23 out 2014.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Excursão Solidária

Na tarde da sexta-feira 5, alunos do 1º Ano A do Ensino Médio do Colégio Estadual General Calazans realizaram uma excursão pedagógica à serra do Besouro, nos arredores da cidade, acompanhados dos professores Nilson (Geografia) e Luciano (Biologia), para um trabalho interdisciplinar explorando conceitos de geologia e biologia. Também fazia parte da excursão uma visita ao lixão municipal que fica no sopé da serra, onde existem seis famílias de catadores de lixo que sobrevivem dos resíduos que coletam para vender como material de reciclagem. Na ocasião, os alunos arrecadaram alimentos e montaram várias cestas com produtos para serem doados aos catadores locais. Vejam algumas fotos da nossa atividade.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

ENCONTRADA VIDA NO ESPAÇO!!!

Traços de plâncton e outros micro-organismos foram encontrados vivendo no exterior da Estação Espacial Internacional, de acordo com autoridades espaciais russas. A questão é: como eles foram parar lá? Ou, melhor, como eles sobreviveram ao passeio? Segundo os especialistas, o plâncton não foi dar uma voltinha no espaço no lançamento da nave, pois simplesmente não existem plânctons de onde os módulos russos da estação foram lançados – a teoria mais forte até agora é que eles tenham sido soprados por correntes de ar na Terra. Incrivelmente, os minúsculos organismos foram capazes de sobreviver no vácuo do espaço, apesar das baixas temperaturas, da falta de oxigênio e da radiação cósmica. A descoberta foi feita durante uma caminhada espacial de rotina pelos cosmonautas russos Olek Artemyez e Alexander Skvortsov, que estavam lançando nanosatélites no espaço. Após os lançamentos, eles usaram lenços para polir a superfície das janelas – também conhecidas como iluminadores – no segmento russo da estação quando decidiram analisar a sujeira que estava lá. Surpreendentemente, encontraram a presença de plâncton e outros micro-organismos usando equipamentos de alta precisão. “Os resultados são absolutamente únicos”, afirma o chefe da missão orbital russa, Vladimir Solovyev. “Vamos encontrar vida no espaço neste século”, afirma pesquisador “Nós encontramos vestígios de plâncton marinho e partículas microscópicas na superfície do iluminador. Isso deve ser estudado”, sugere. O plâncton não é natural de Baikonur, no Cazaquistão, de onde os módulos russos da estação decolaram. Solovyev não está absolutamente certo como essas partículas microscópicas podem ter aparecido na superfície da estação espacial. Ele acha que eles podem ter sido “elevados” até a estação, a uma altitude de 420 quilômetros. “Plâncton nestes estágios de desenvolvimento podem ser encontrados na superfície dos oceanos. Isso não é típico de Baikonur. Isso significa que existem algumas correntes de ar que chegam à estação e se instalam em sua superfície”, sugere. A Nasa ainda não comentou se resultados semelhantes foram encontrados no passado. Fonte: extraido do site hypescience.com em 22 ago 2014.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

SEMANA DA ASTRONOMIA

Realizamos, com muito sucesso e centenas de visitantes, de 04 a 08 de agosto a Semana de Astronomia na biblioteca municipal de Nsa. Sra. das Dores-SE. Queremos agradecer imensamente a Ari Pereira e Jailton (lobinho)pela oportunidade que nos deram em compartilhar esse momento de divulgação dessa maravilhosa ciência, com estudantes de diversas escolas e demais pessoas interessadas no assunto. Durante toda a semana, fizemos exposição das imagens "paisagens cósmicas", herança do Ano Internacional da Astronomia (2009), fizemos explanações, tiramos dúvidas dos visitantes e realizamos observações da nossa lua e de palentas visíveis, como Saturno e Marte. Para finalizar as atividades, recebemos com muita alegria a visita de uma senhora de 89 anos, que desejava olhar pelo telescópio, como a realização de um sonho de criança. Ao olhar e ver detalhes da superfície lunar e as belezas de Saturno, ela ficou emocionada e não conteve as lágrimas. Chorou de emoção e agradeceu imensamente por aquele momento. Ficamos todos super honrados e gratificados por tudo que já fizemos até aquele momento, em prol da Astronomia. Que outras oportunidades como aquela apareçam e que possamos continuar com o nosso trabalho. Obrigado a todos que participaram. Até a próxima.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

2012: QUASE ACONTECEU!!!

Em 2012, uma erupção solar provocou uma poderosa tempestade que passou perto da Terra, mas que era grande o suficiente para "devolver a civilização moderna ao século 18", informou a Nasa. O fenômeno, que passou perto da órbita terrestre em 23 de julho de 2012, foi a tempestade mais poderosa dos últimos 150 anos, segundo comunicado publicado no site da agência espacial americana na quarta-feira. Na Terra, no entanto, ninguém se deu conta disso. "Se a erupção tivesse acontecido uma semana antes, a Terra teria ficado na trajetória", disse Daniel Baker, professor de Física Atmosférica e Espacial da Universidade do Colorado. Ao invés disso, a tempestade impactou a nave espacial STEREO-A spacecraft, um observatório solar equipado 'para medir parâmetros de eventos deste tipo', acrescentou a agência. Segundo dados analisados por cientistas, a tempestade teria sido comparável à última conhecida com o nome de Carrington e que aconteceu em 1859. Também teria sido duas vezes mais forte que a tempestade solar que deixou sem energia a província de Quebec, no Canadá, em 1989. Erupção solar pode ter enviado bilhões de partículas à Terra, diz Nasa. "Com os últimos estudos, me convenci ainda mais de que os habitantes da Terra são incrivelmente sortudos por essa erupção de 2012 ter ocorrido como foi", disse Baker. Fonte: G1 Ciência e Saúde. Acesso em 20 jul 2014.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

PISAMOS NA LUA

Vale a pena lembrar que neste domingo, dia 20, completou 45 anos que astronautas americanos pisaram pela primeira vez na Lua. A agência espacial americana, a Nasa, aproveitou a data comemorativa para divulgar que, atualmente, os primeiros humanos que pisarão no solo vermelho de Marte "caminham hoje sobre a Terra". Em 20 de julho de 1969 mais de 500 milhões de pessoas no mundo todo, a maior audiência televisiva da história até então, observaram as imagens em branco e preto dos astronautas Neil Armstrong e Edwin Aldrin se movimentando, lentamente, no Mar de Tranquilidade. "Hoje nos encontramos em um novo horizonte, prontos para o próximo salto mais profundo no Sistema Solar", afirmou a agência em seu site dedicado ao que foi a maior proeza do programa Apollo. Em 25 de maio de 1961, em uma "mensagem especial ao Congresso sobre as necessidades nacionais urgentes" o então presidente John F. Kennedy afirmou que os EUA deveriam se colocar como meta "levar um homem à Lua e trazê-lo a salvo à Terra" antes do fim da década. Em apenas oito anos a meta que os cientistas e sonhadores tinham explorado durante décadas foi alcançada: a chance de observar a Terra de um solo distante. Em agosto de 2010, o presidente Barack Obama descreveu sua esperança na exploração espacial em um discurso no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, prevendo o envio de astronautas a um asteroide até 2020, e uma viagem de ida a Marte e volta à Terra no início da década de 2030. Quem viver, verá.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

FINALMENTE, DETECTAMOS SINAIS ALIENÍGENAS!?

Recentemente, uma série de sinais obscuros – que estão sendo chamados de FRB (do inglês Fast Radio Burst) – estão deixando os astrônomos com a pulga atrás da orelha, imaginando que talvez se tratem de mensagens alienígenas. Com poucas pistas que podem levar à origem do fenômeno, os cientistas começaram a especular que a explicação para os sinais poderia ser desde a colisão de estrelas até mensagens criadas artificialmente. Estimativas apontam que ocorrem cerca de 10 mil desses eventos por dia – o que nos faz imaginar o que teria acontecido para que os pesquisadores só voltassem a identificar o fenômeno em 2012. Foi através do Parkes Radio Telescope (na imagem de abertura), instalado na Austrália, que os especialistas redescobriram os sinais, mas, como o fenômeno aparentemente só acontecia naquela região, mais uma vez os astrônomos imaginaram que poderia ser apenas uma falha do equipamento. A última novidade é que, em abril de 2014, o impressionante radiotelescópio instalado no Observatório Arecibo, em Porto Rico, identificou um FRB e os astrônomos confirmaram que os sinais são reais. A má notícia é que isso não significa que os cientistas estejam mais perto de encontrar uma resposta para o fenômeno. Até o momento, as novas pesquisas levam a crer que a origem dos sinais poderia ser a erupção de estrelas, a fusão de anãs brancas, a colisão de estrelas de nêutron e, o mais intrigante de tudo, transmissões alienígenas. “Essa descoberta extraordinária ou indica um fenômeno astronômico incomum ou pode apontar que essa é uma vasta rede de comunicação alienígena e que o universo está repleto de formas de vida inteligente. Todo sinal incomum que venha do espaço nos encoraja a pensar se vem de uma civilização alienígena”, comentou Nigel Watson, autor de um livro sobre ufologia. Apesar dos misteriosos sinais identificados em 1967 terem resultado em um evento astronômico, os entusiastas da vida fora da Terra estão empolgados com as chances das ondas indicarem mensagens extraterrestres: “Seria fantástico se fosse um sinal alienígena, já que a ideia de que não estamos sozinhos nesse vasto universo teria um impacto dramático na percepção do nosso lugar no todo”, complementou Watson. Independente das hipóteses levantadas pelos especialistas, os FRBs continuam sendo um mistério. Muitos estudos e observações ainda serão necessários para que realmente possamos determinar o que acontece além da Via Láctea. Extraido de: portal www.megacurioso.com.br, em 16 de julho de 2014.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

MUDANÇAS NO CAMPO MAGNÉTICO DA TERRA

Baseado em dados da constelação de satélites Swarm, cientistas da agência espacial europeia confirmaram mudanças importantes no campo magnético da Terra, entre elas o possível enfraquecimento da Anomalia Magnética que atua sobre o Brasil. Medições feitas nos últimos seis meses confirmam uma tendência de enfraquecimento global, com quedas mais significativas no hemisfério ocidental do planeta, embora um aumento na intensidade tenha sido observado acima do oceano Índico desde janeiro de 2013. Além das medições de intensidade, os dados coletados também confirmam os estudos recentes que revelam o deslocamento do polo norte magnético em direção à Sibéria. Todas as anomalias verificadas foram detectadas a partir das linhas de força provenientes do núcleo da Terra, correspondente a 90% do total coletado. De acordo com a ESA, os outros 10% serão analisados ainda em 2014 e foram originados no manto, crosta, oceanos e magnetosfera terrestre. Um dos gráficos que mais chama a atenção é aquele observado no topo do artigo, onde se nota um enfraquecimento natural mais pronunciado nas linhas de fluxo magnético acima de toda a América do Sul, mas ligeiramente mais pronunciado no Sudeste e Centro-Oeste Brasileiros. Esta região de enfraquecimento é conhecido pelos pesquisadores como Anomalia Magnética do Atlântico Sul, ou AMAS. Essa anomalia ocorre devido à uma espécie de depressão ou achatamento nas linhas no campo magnético da Terra acima desta região e tem como causa o desalinhamento entre o centro do campo magnético e o centro geográfico do planeta, deslocados entre si por cerca de 460 km no sentido sul-norte. Esta anomalia foi descoberta em 1958 e sofre alterações ao longo do tempo, principalmente devido ao deslocamento dos polos magnéticos aliada ao enfraquecimento do campo de modo global. Devido ao campo magnético ser mais fraco, partículas oriundas do cinturão de Van Allen se aproximam mais da alta atmosfera desta região, fazendo com que os níveis de radiação cósmica em grandes altitudes sejam mais altos nesta zona. Embora os efeitos na superfície sejam praticamente desprezíveis, a AMAS afeta fortemente satélites e outras espaçonaves que orbitam algumas centenas de quilômetros de altitude. Extraido de: http://www.apolo11.com, em 11-07-2014.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

UMA SEGUNDA TERRA?

Batizado de Kepler-186f, o exoplaneta é o mais externo entre os cinco objetos que compõe seu sistema solar. Mede cerca de 1.1 vezes o tamanho da Terra e leva 130 dias para completar uma revolução ao redor da estrela-mãe Kelper-186. De acordo com o estudo, publicado esta semana na revista Science, o planeta orbita a estrela a 52 milhões de quilômetros de distância, o que o situa dentro da faixa conhecida como Zona Habitável. Ali, a temperatura permite que a água, caso exista, se mantenha em estado líquido, condição considerada fundamental para que a vida se desenvolva nos moldes como a conhecemos. A estrela ao redor da qual Kepler-186f orbita é uma anã vermelha bem menor e mais fraca que o nosso Sol, localizada a 490 anos-luz da Terra na constelação do Cisne. Ao seu redor orbitam mais quatro exoplanetas, situados mais próximos dela e portanto mais quentes. Diversos outros planetas de vários tamanhos já foram encontrados dentro das zonas habitáveis de suas estrelas, mas Kepler-186f é o primeiro a ser potencialmente capaz de suportar a vida. Não existe, atualmente, qualquer tecnologia de exploração que possa afirmar que exista algum tipo de vida em sua superfície. Nem mesmo a existência da água será facilmente comprovada, uma vez que será preciso um aumento substancial na capacidade de resolução dos espectroscópios para que objetos tão distantes (e portanto, pequenos) possam ser analisados, embora os cientistas trabalhem arduamente para aumentar essa capacidade. Extraido de:www.apollo11.com,em 18-04-14.